segunda-feira, 23 de março de 2009

As 3 manas

As 3 manas não param de nos surpreender e nos últimos dias trouxeram-nos uns muitos estimados mimos que já colocámos bem à vista (ou não tivéssemos ficado muitoooo contentes!).
Obrigada meninas!


Quem nos fez ficar também muitoooo contentes foi a Diana a caniche que começei a tratar para paralisia de posteriores no mês de Janeiro. Pois é na passada semana a Diana presenteou-nos com um pequeno "milagre" e começou a "gatinhar"... e já se coloca de pé e dá uns pequenos passos. Tudo isto acreditem sem ainda não manifestar sensibilidade profunda. Tratam-se de casos perdidos para a medicina convencional. A Diana mostra e bem que a medicina tradicional chinesa pode fazer e muito por estes casos. Em breve colocaremos os vídeos do percurso da Diana ao longo do tratamento.


Por agora deixo duas fotos: uma do nosso presente artístico (feito pelas 3 manas) e outro dos canichers (é mesmo assim que os chamamos) mais bonitos de Fernão Ferro. A do meio é a Princesa ;)






domingo, 15 de março de 2009

Palavras para quê? Não abandone por favor!


Será talvez uma das maiores "epidemias" dos nossos tempos: o abandono de animais. Não é infelizmente um tema novo nem os motivos pelos quais acontece são fáceis de eliminar.

Cada vez mais somos sensibilizadas para o abandono, para a adopção nos canis, lares e associações, para a esterilização, para a identificação electrónica e tantas outras questões muito importantes mas parecem não ser suficientes.


Há uns tempos comentávamos entre amigos alguns episódios de abandono e crueldade animal e alguém disse "Se abandonam crianças, claro que abandonam animais...". Seguiu-se um longo silêncio e suspiro.



Um grande pacifista disse e julgo que todos os "amigos" dos animais conhecem esta frase: "A grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser julgados pela forma como os seus animais são tratados" M. Ghandi. - Um minha interpretação? Simples, tratá-los de forma igual sejam abandonados ou de donos muito dedicados, ou seja, o melhor possível com o maior respeito e humanidade.


São muitos os casos de abandono e maus tratos que infelizmente os que tratam de animais, sejam veterinários ou não, conhecem. Um reflexo desta realidade é o número crescente de mails, blogs, associações que existem e que muito admiramos. É por esse motivo que colocamos aqui algumas imagens que nos chegaram e a sugestão para que as mesmas sejam impressas e espalhadas. É um contributo fácil, barato e que poderá fazer a diferença.





Obrigada às manas Sara, Sandra e Vanda e à super-mãe Dulce :)

sábado, 7 de março de 2009

O que pensa a veterinária!

Será que os donos pensam tanto no que pensa o veterinário como o veterinário pensa tanto no que o dono pensa?

O veterinário, neste caso veterinária pensa (quando atende um paciente):
- O que se passa com o ser vivo (óbvio)
- Quero saber o que ele(a) tem e tratar o ser vivo
- Tenho que explicar bem ao dono o que poderá ser que ele(a) tenha
- Será que o dono me vai deixar tratar e avaliar da forma mais correcta?
- Tenho que explicar ao dono os custos que envolvem o tratamento
- Será que o dono vai entender a necessidade dos exames e os seus custos?
- Tenho de explicar bem ao dono o porquê de tudo isto
- Quero mesmo fazer o meu melhor e curá-lo(a)
- Será que o dono entende que nem sempre é simples como possa parecer?
- Tenho que explicar bem ao dono que temos que tomar uma decisão e fazer algo ao que o dono conclui que a decisão deve ser tomada pelo veterinário!
- Trata e depois se vê o resultado ou descobre o que se passa com o ser vivo?
- Independentemente do resultado e do processo que se passa até o tratamento concluido duas coisas são sempre verdade para o dono:
- Ficou curado mas é caro ou É caro e ainda querem que gaste mais dinheiro para tratá-lo...

O que pensa a veterinária?
O que pensam os donos quando lêm o que pensa a veterinária?

O veterinário passa uma vida a estudar, termina a faculdade e prossegue em cursos, pós-graduações, seminários, congressos e lê...lê muito! Tudo isto são custos que o veterinário suporta e quando o faz é porque as questões que importam são as que coloquei a cor de rosa. Importam porque é pensando nestas questões que poderá ter sucesso no tratamento correndo sempre o risco de ser mal interpretado pelos donos e chegar ao inevitavelmente certo como o destino: o parágrafo a vermelho.

A ética profissional e o gosto por aquilo que se faz deveria existir e ser valorizado em cada profissão. Cada veterinário é único como cada pessoa é única e é um erro comum dos donos com más experiências "misturarem" as coisas. Não há benefício nestes comportamentos. E por isso é quase uma raridade um dono que nos olhe como seres humanos, com ética e gosto genuíno pelo que fazemos ao invés de pessoas que deveriam gostar dos animais e que nos pedem (aos donos) coisas impossíveis e obviamente, caras.

Posso dizer com orgulho que temos uma lista simpática de donos que enquadram a categoria de "raridade" e que é por eles e para eles que todos os dias nos esforçamos para fazer o melhor e o correcto e sorrir porque "tristezas não pagam dívidas mas um sorriso pode atrasá-las"...

Hoje mando um beijinho enorme e como dizem os miúdos um xi-coração à Dina.